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Maranhão

O Tambor de Crioula vai rufar mais forte na Ilha

Publicada em 18/06/19 as 08:56h por radiocultura105 - 53 visualizações


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 (Foto: radiocultura105)

“Quem ainda não viu/Tambor de crioula do Maranhão?/Afinado a fogo tocado a murro/Dançado a coice e chão?/Crioula, crioula/Aêê tambor da ilha rufou…”

A música de Nonato e Seu Conjunto, que fez muito sucesso na voz do saudoso Papete, é um convite para conhecer o tambor de crioula, manifestação popular surgida nos terreiros e reconhecida como Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro em 2007, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Então para quem quer conhecer, no dia 18 (terça-feira) é Dia Nacional  do Tambor de Crioula do Maranhão e haverá roda de tambor na Praça da Faustina (Praia Grande) e uma extensa programação realizada pelo Centro de Referência Casa do Tambor de Crioula (Rua da Estrela).

O tambor de crioula é uma expressão cultural com descendência africana, considerada um referencial de identidade e resistência cultural dos negros, que envolve dança circular, canto e percussão de tambores.

A ancestralidade do tambor de crioula remonta ao período da escravidão. Segundo o Iphan está incluído como expressão dentro das classificações derivadas, originalmente, do batuque, pela polirritmia dos tambores, no ritmo sincopado, nos principais movimentos coreográficos e na umbigada.

Forma de comunicação corporal, musical e instrumental, o batuque ritmado do  tambor de crioula extasia quem está dentro e fora da roda.  Os  coreiros (homens) e coreiras (mulheres) dançam em posição de meia-lua de frente aos tambores artesanais (parelhas) Crivador (o menor),  Meião (que marca o tempo rítmico) e o Grande (faz variações percussivas). A dança é marcada pela punga. Em alguns municípios do Maranhão, os homens dançam o Tambor de Crioula, em gingado semelhante a Capoeira, e  as mulheres também podem tocar, ocasionalmente.

Carla Coreira que o diga. Na Praça da Faustina, quem comanda a roda, há 6 anos, é ela. Carla Belfort tem o tambor no sangue, afinal, é filha de Maria da Graça Mota Belfort, a mestra Roxa Dona nos grupos de tambor de crioula União de São Benedito (fundado por Mestre Felipe) e Rosário de São Benedito (Laborarte).

“A gente faz por amor. É tudo na raça, tudo feito na resistência, independente de ter apoio de alguém ou não. A gente mete a mão na massa e dança por amor à cultura, à tradição que se depender da gente, nunca vai morrer”, diz a coreira.

A roda na Faustina começa às 16h, na frente da Capelinha de São Benedito (espaço que ela criou, transformando-o a partir de uma antiga lixeira). A iniciativa é independente,  e pode entrar quem quiser. Basta levar uma saia rodada.




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